O que é Terapia Genética para Curar Câncer, Beneficios, Efeitos Colaterais

Terapia genética para câncer pode causar sérios efeitos colaterais

A terapia genética é quando o DNA é introduzido em um paciente para tratar uma doença genética. O novo DNA geralmente contém um gene que funciona para corrigir os efeitos de uma mutação causadora de doenças.

A terapia genética para curar o câncer foi projetada para introduzir material genético em células para compensar genes anormais ou para produzir uma proteína benéfica. Se um gene mutado faz com que uma proteína necessária seja defeituosa ou tenha desaparecido, a terapia genética pode ser capaz de introduzir uma cópia normal do gene para restaurar a função da proteína.

Como é feita a transferência de DNA?

Uma seção de DNA/gene contendo instruções para fazer uma proteína útil é embalada dentro de um vetor, geralmente um vírus, bactéria ou plasmídeo.
O vetor atua como um veículo para transportar o novo DNA nas células de um paciente com câncer.
Uma vez dentro das células do paciente, o DNA/gene é expresso pela maquinaria normal da célula, levando à produção da proteína terapêutica e ao tratamento da doença do paciente.

Desafios da terapia genética

Os pesquisadores devem superar muitos desafios técnicos antes que a terapia genética seja uma abordagem prática para o tratamento da doença. Por exemplo, os cientistas devem encontrar melhores formas de administrar genes e direcioná-los a células específicas. Eles também devem garantir que os novos genes sejam precisamente controlados pelo corpo.

Novos estudos

Um novo estudo feito por especialistas do MD Anderson, da Universidade do Texas (EUA), sugere que a utilização da terapia genética no tratamento de câncer pode apresentar sérias reações aos pacientes.

O artigo mostra que embora a CAR T tenha uma resposta de melhora da doença significativa, a técnica é mais tóxica e provoca efeitos colaterais que não são comuns nos tratamentos convencionais.

O artigo de revisão foi publicado nesta terça-feira (19) na “Nature Reviews Clinical Oncology”.

Efeitos Colaterais

Os ensaios clínicos apresentaram duas reações adversas. A primeira é conhecida como síndrome de liberação de citoquinas (SIR). Ela acontece quando as citoquinas aparecem em resposta imune progressiva, provocando sintomas que podem ser confundidos com os da gripe, porém, nesses pacientes, pode ser fatal.

Além disso, é possível o desenvolvimento da síndrome de encefalopatia, causando toxicidade neurológica, o que pode levar ao inchaço do cérebro, outro efeito colateral que pode provocar a morte.

Apesar dos problemas, os pesquisadores ressaltam que as condições são passiveis de tratamento, se forem identificadas precocemente.



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